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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mykki Blanco revela ser HIV positivo. Parabéns pela coragem!



A sorologia de alguém não deveria ser algo a ser escondido. Ter HIV no corpo não deveria ser um motivo para se ter medo de ser estigmatizado, não deveria ser algo de outro mundo. Ter HIV é um fato, deve tomar-se alguns cuidados e a vida segue, apesar dos pesares. Porém vivemos em uma sociedade extremamente violenta com as diferenças. Nossa sociedade mata diariamente pessoas soropositivas por fazê-las viverem com medo da descoberta de sua sorologia, as fazem viver com medo da crucificação que será feita consigo se todos souberem de sua sorologia. Mas quantas pessoas no mundo são sorointerrogativas? A grande maioria! E ninguém se importa em se testar, porque o outro é que é vulnerável, o outro é que deve ser fiscalizado e controlado, o outro é que deve carregar o estigma do HIV. Pura hipocrisia! Ao invés da grande maioria da população viver se preocupando com a sorologia alheia, deveriam se preocupar com a própria possível sorologia. Quando cada um de nós cuidar das próprias vidas, e dos próprios corpos, o mundo será bem melhor de viver e de prevenir novas infecções e múltiplas intolerâncias. Parabéns Mykki! 

Mais informações aqui.

"O rapper americano Mykki Blanco disse ser HIV positivo, vírus causador da Aids. "Sou HIV positivo desde 2011, durante toda minha carreira", escreveu em sua página no Facebook, na noite desta sexta-feira (12).
"Uma merda de estigma e uma necessidade de me esconder, esta é minha vida real. Eu estou com saúde e fiz três turnês mundiais mas vivo escondido, é a hora para ser tão punk quanto digo que sou", completou.
Michael Quattlebaum Jr, nome real de Mykki, também é poeta. Ele tem apenas um disco oficial, "Michael", lançado neste ano. Recentemente, ele disse que foi detido pela polícia de Portugal "apenas por ser gay".

sexta-feira, 8 de junho de 2012

16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo



Varias pessoas criticam a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo afirmando que ela perdeu seu caráter político, difícil é encontrar em seus discursos algo que mostre uma alternativa para reconstruí-la. 

Ao pensar nisso acabo sempre lembrando da primeira vez que fui a uma parada, isso em 2008, e o quanto ela contribuiu para que eu me reconhecesse como cidadão. Pude, pela primeira vez, beijar outro homem sem pudor em plena luz do dia na avenida mais importante de SP, isso foi realmente inesquecível. Tinha 20 anos e havia acabado de aceitar meu desejo, estava a dois meses com o Kleber e tudo cheirava a novo. Milhões de pessoas felizes e livres me fizeram pensar: “Porque demorei tanto tempo pra viver minha vida?”. Aquele dia foi um momento de afirmação, de consolidação de uma identidade sexual e acima de tudo política. 

Diferente dos que a criticam, nesse domingo vou sim para um carnaval fora de época, vou sim para uma festa, vou sim lutar de uma forma diferente, transcendendo e questionando todas as normas e padrões que me oprimem, inclusive o pensamento retrogrado de alguns iguais. 

Usemos mais uma vez da alegria e do estranhamento para reconstruirmos nossa sociedade encima de novas bases, sem Machismo, Racismo, Homofobia e qualquer outra forma de preconceito, discriminação e opressão.

Murilo Ramos Mariano